Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

A vida do craque

O pai deu-lhe nome de craque, Ronaldo, mas inspirou-se no presidente norte-americano da altura, Ronald Reagan. O nome,Cristiano, é da responsabilidade da mãe, Maria Dolores - e essa sim, sonhava com um filho a marcar golos pelo clube de eleição, o Sporting. Destino traçado e cumprido. No dia da sua estreia com a camisola dos Red Devils, dia 16 de Agosto, fez tantas ou tão poucas no mítico Old Trafford, o templo do Manchester. Jogou apenas 30 minutos, nos quais a sua equipa marcou três dos quatro golos sem resposta com que ganhou ao Bolton, a cavalo do miúdo português, 18 anos feitos em 5 de Fevereiro de 2003. Em Lisboa, na casa do jogador, os pais, as duas irmãs e o irmão, mais velhos, assistiram a tudo pela televisão, deixando correr as lágrimas quando o estádio inteiro clamava pelo jovem Ronaldo.

Na estreia do filho como titular do Sporting, num jogo frente ao Moreirense, Maria Dolores desfaleceu mesmo numa bancada de Alvalade. Como que tocado pelos deuses, Cristiano marcou, logo nessa noite, dois golos, um deles do outro mundo - um remate de longe que pareçia ir furar a rede da baliza.

A ida para Manchester, não surpreendeu a família, que já sabia do interesse antigo do Manchester U. por Ronaldo. Assim, de um dia para o outro, é que assusta. «Ficámos contentes, mas foi muito de repente e tudo isto é uma grande modança para todos nós», admite uma atarantada Liliana Pereira, 25 anos, irmã do futebolista. Ela, que já trabalhou em Inglaterra, e a mãe estão também de malas aviadas para se juntarem a Ronaldo e ajudá-lo a moldar-se à nova vida em Manchester. Por lá os dias ainda são muito solitários. Foi Liliana quem levou o irmão ao aeroporto, quando ele viajou de Lisboa para as primeiras negociações. «Como ainda não sabíamos que era já para ficar, brincámos por ele ir conhecer todos aqueles jogadores famosos», conta. A reviravolta seria gigantesca - e apenas numa semana. Logo alí, o Manchester comprou mesmo Cristiano R. ao Sporting por 15 milhões de euros. Confiramava-se o negócio da China e o faro de Ferguson, que acertou em cheio ao dar a Ronaldo a mítica camisola 7, que já pertenceu a grandes jogadores, como é o caso de Beckham. Logo de seguida, Filipe Scolari, o treinador da selecção portuguesa, convocou Ronaldo, pela primeira vez, para os trabalhos da equipa principal. Melhor era impossível. Até pensando nos 1500 euros que o futebolista ganhava, como salário-base, no Sporting, e nos 200 mil que vai obter, por mês, no Manchester.

Foi há pouco mais de 10 anos que Cristiano deu os primeiros pontapés numa bola. O gosto pela bola fui-lhe incutido pelo pai, José Dinis, hoje com 49 anos, que desde muito cedo levou o filho mais novo para as instalações do clube onde trabalhava como roupeiro, o Andorinha. Ronaldo tinha seis anos quando se estreou pelos infantis daquela equipa de bairro. A maturidade precose no tratamento da bola era tal que , aos 10 anos, depertou a cobiça dos dois maiores clubes da Madeira. O Marítimo chegou a oferecer 50 contos pela sua aquisição, mas seria o Nacional a levar a melhor. As exibições do miúdo, não passam despercebidas a Marques de Freitas, presidente no núcleo «leonino» do Funchal, que alerta os responsáveis do Sporting para um franzino jogador do Nacional que fazia maravilhas com a bola. Alvalade manda então, o técnico Leonel Pontes, observar a jovem promessa, durante um torneio. Foi amor à primeira vista e, com apenas 12 anos, Ronaldo muda-se para Lisboa. Fica à guarda do Sporting. Sozinho e longe da família.

Os primeiros tempos na capital são tormentosos. Por mais do que uma vez, Ronaldo pede à mãe que o deixe regressar à Madeira e desistir do sonho futebolístico. Os problemas de adaptação começam no Sporting, junto dos companheiros de equipa, que troçam do seu sotaque madeirense cerrado. Na escola, pela mesma razão, chega a atirar com uma cadeira à professora. Passa do algum tempo, jogador, clube e família acordam no abandono dos estudos e na dedicação exclusiva ao futebol. Aos 13 anos, já joga com os iniciados e, aos 16, treina pela primeira vez com o plantel principal. Por esta altura, o rapaz franzino dá lugar a um encorpado atleta. Ao rápido crescimento físico havia que juntar a disciplina psicológica, capaz de dominar aquele espírito rebelde. Luís Martins, seu treinador dos juvenis e nos juniores, recorda um episódio amargo, quando foi obrigado a castigar Ronaldo, impedindo-o de viajar para a Madeira natal com a equipa. Sucedeu um lanche pobre e quis comer mais. «Acabou a discutir com um dos responsáveis pelo lar e atirou com um iogurte ao chão», conta Luís Martins. «Custou-me bastante castigá-lo, mas tentei fazer-lhe ver que, no futebol, como em tudo na vida, as relações pessoais também são muito importantes». Mais uma vez foi Maria Dolores quem, ao telefone, apaziguou a revolta do filho. «Sou jogador do Sporting, não sou empregado de limpeza», vociferava à mãe. Além de não acompnhar os colegas, ficou encarregue de despejar o lixo, durante uma semana. Luís M. diz: «Se não tiver nenhum azar físico será, a curto prazo um dos melhores jogadores do mundo»

No Verão de 2001, é pela primeira vez chamado para treinar com a equipa principal do Sporting. A estreia em jogos oficiais só acontecerá um ano mais tarde e logo frente ao Inter de Milão, numa pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Segue-se o primeiro jogo na SuperLiga, uns minutos frente ao Braga, e a entrada no relvado «leonino» como titular, no tal jogo com o Moreirense. O deslumbrante final aconteceu em 6 de Agosto de 2003, com a fantástica exibição que Ronaldo arrancou no jogo de inauguração do Alvalade XXI, frente ao mesmo United.

Os impiedosostablóides britânicos apostam já em Ronaldo para manchete - o miúdo que, de um «casebre» madeirense, chegou a Old Trafford. Atribuiram-lhe um romance com a Jordana Jardel, 17 anos, que ambos em vão desmentem, e uma mansão virtual sobre a baía do Funchal, com «cinco quartos, portões de aço e vigilância vídeo». Muito mais há-de estar para vir.

Mas o verdadeiro Ronaldo ainda é aquele tio precose que gosta de brincar com o sobrinho pequeno, às cambalhotas pela casa. Também se perde por cinema - «gasta rios de dinheiro em DVDs», diz a irmã Liliana - e, claro, pelos cozinhados da mãe.

http://groups.msn.com/cristianoronaldosantosaveiro/tudosobreavidadecristianoronaldo.msnw

 


publicado por 7ronaldo7 às 13:08
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2 comentários:
De jessica a 12 de Outubro de 2014 às 03:56
cris vc e um garoto muito especial alem di ser gato e simpatico tem um coraçao di ouro no peito.sorte tem ods qi estao ao seu lado...


De jessica a 28 de Novembro de 2014 às 09:23
sou muito fã do CR7 desde quando o vi na primeira vez na copa di 2010 podia ter sido antes se eu num fosse tão desatenta mas antes tarde do que nunca...eu amo muito o cristiano ele é lindo,tem várias qualidades e é um menino humilde as pessoas o jugam injustamente sem saber di nada.tem inveja dele por ele ser o melhor jogador de futebol do mundo,por ele ser gato e pelo sucesso dele.inveja é ridículo mesmo.o cris é um exemplo fora e dentro de campo...muita gente o chama di arrogante por ele se achar o melhor.isso é inveja dele porque ele é autoconfiante e acredita em si mesmo.querem ser como ele e não conseguem bando de frustrados...o amor que os fãs sentem por ele tem di ser maior que o ódio di alguns idiotas recalcados da vida...cristiano ronaldo dos santos.aveiro eu te amooooooooooooo muito eternamente mesmo estando longe de ti um dia espero que eu ti veja di perto quero muito mesmo que vc saiba que existo!


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